Palestra no TRE-AC promove reflexão sobre autoritarismo e democracia

Evento integra comemorações dos 50 anos da instituição e reforça importância da memória histórica

Evento integra comemorações dos 50 anos da instituição e reforça importância da memória histórica

Na manhã desta terça, 1, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) realizou a palestra "Autoritarismos, golpe e perseguições pelas margens: a ditadura no Acre", conduzida pelo professor de História da Universidade Federal do Acre (UFAC), Francisco Bento. O evento faz parte das comemorações dos 50 anos da instituição e contou com a presença de colaboradores da instituição e professores e alunos da Escola José Ribamar Batista (EJORB).

Durante o discurso de abertura, o Presidente do TRE-AC, Desembargador Júnior Alberto, ressaltou a importância do tema e sua ligação com a missão da Justiça Eleitoral. “Um tema sensível, necessário e profundamente conectado à missão da Justiça Eleitoral. A ditadura também deixou marcas profundas no Acre, muitas vezes invisibilizadas na história oficial, mas que precisam ser lembradas, compreendidas e discutidas. Falar sobre esse período é uma forma de integrar passado e futuro, fortalecendo nossa consciência histórica e reafirmando os valores democráticos que queremos preservar e transmitir", afirmou.

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O Presidente também destacou o papel da Justiça Eleitoral na defesa da soberania popular e na garantia da participação cidadã. "Conhecer a história, inclusive a história que aconteceu às margens, longe dos grandes centros, é essencial para que possamos construir um país mais justo, mais consciente e mais comprometido com a liberdade e os direitos fundamentais. A Justiça Eleitoral tem um papel central nesse processo, como guardiã do voto e da democracia", concluiu.

Em sua palestra, o professor da UFAC, Francisco Bento abordou aspectos históricos da ditadura militar no Brasil, destacando os impactos do regime no Acre. Ele ressaltou a necessidade de discutir o tema, uma vez que as perseguições políticas e a censura também marcaram a história do estado, apesar de muitas vezes não serem debatidos. ‘’O contexto da ditadura no Acre é semelhante ao de estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No entanto, essa história muitas vezes é deixada de lado nos conteúdos trabalhados em sala de aula", afirmou o professor.

Ele também falou sobre as dificuldades de comunicação e a disseminação de informações no período, além das tentativas atuais de deslegitimar instituições democráticas, como a Justiça Eleitoral. "Quem pesquisa história tem o compromisso de trazer à tona essas questões, sem viés ideológico ou revisionamento vingativo, mas com responsabilidade. Atualmente, vemos movimentos que buscam desacreditar a Justiça Eleitoral e colocar em dúvida o processo eleitoral, pregando a volta do voto em papel, um sistema que facilitava fraudes", alertou.

O palestrante encerrou o momento fazendo um chamado às novas gerações para que permaneçam vigilantes na defesa da democracia e dos direitos fundamentais. "O que foi falado aqui pode parecer distante, mas ainda hoje está presente em nossa sociedade. A democracia é frágil e, se aqueles que a defendem não a protegem, aqueles que desejam suprimi-la o farão. Os jovens devem ser os vigilantes do futuro", concluiu.

Logo em seguida houve um momento de interação entre os ouvintes e o palestrante, onde puderam tirar dúvidas e trocar experiências. O evento reforça a importância da memória histórica para a construção de uma sociedade mais justa e democrática, alinhada ao compromisso do TRE-AC em garantir a soberania popular e fortalecer a cidadania.

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